segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Diz-me tu


Diz-me tu como te quero.
Tu.
Que me calaste as palavras
Num beijo tão longo
Que foste a minha boca
Que foste respirar
Que foste a minha voz.
Diz-me tu como te desejo.
Tu.
Que me ardeste no corpo
Num abraço tão apertado
Que me tornaste e me deste
Um desejo maior
O desejo de nós.
Diz-me tu como te amo.
Tu.
Que me tomaste as palavras
Que me tornaste desejo
E a quem em silêncio chamo
E a quem ardendo amo.
Diz-me tu, meu amor.
Diz-me tu de nós.



Encandescente, Colecção Polvo, 2005, p.57/58

sábado, 13 de setembro de 2014



O meu silêncio é interminável
 Mas é lá que eu encontro a segurança
 e a liberdade de sonhar com o impossível
Um sonho grande
Um sonho Linndo
É lá que eu faço os meus planos
Resgato os meus sentimentos sem medo
Não preciso esconder os meus segredos
Posso ser eu mesma
sem nenhum pudor
Não me sinto presa
Não preciso esquecer
 quem eu quero
O meu silêncio é libertador




sábado, 16 de agosto de 2014






ALMA PERDIDA


Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente...
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!...


Florbela Espanca 

segunda-feira, 28 de julho de 2014



Te desejar é mais forte que ter
Mesmo sem te ganhar
Continuo a te querer

Que desejo é esse mais estranho
Não tem medida, não tem tamanho

Apenas essa vontade tola de desejar
O que eu não posso ter

Não encontro as palavras certas
Porque o poeta aqui
é você


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Fogo de Amor


Para que reascender essa chama?
É perigoso! Podemos nos machucar novamente.
Mas, eu te juro, qualquer dia vou estar pertinho de você e ateiar uma fogueira.



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Brilho Raro



Um homem de brilho raro que se avista de longe
e nunca mais se esquece
Um homem que tem o dom das palavras
a bravura dos bravos
a maestria dos mestres
a sensibilidade dos grandes
que ainda se atrevem a escrever poemas
num mundo frio e distante
Um homem que me apaixonou nas primeiras letras
Que me teve em suas mãos
Mesmo eu o tempo todo com medo
Um homem talentoso e bonito... todo lindo... todo Linndo
que quase me fez correr para os seus braços
e desfazer antigos laços


Agora então me diga
como podia ser diferente
quando o coração da gente
sabe a quem escolher

Eu não tenho o dom das palavras
mas tive a sorte
de encontrar pelo caminho
O que muitos jamais poderão entender

Semente Rara



O amor que não se escolhe
Que vem como presente
Acontece todo dia
com muita gente

Semente que se planta
Que germina no jardim
Cresce e vira planta
Nasce todo dia

Mas amor com poesia
Na mesma sintonia
Não acontece todo dia
Não é pra toda gente

( Boa noite, meu Linndo!!)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Com todo meu carinho



Que falta você me faz.
Foram momentos tão especiais.
O nosso encontro não foi por acaso e muito menos banal.
Em meio a tantas perdas,
lá estava você com a sua lua, suas poesias, suas estrelas, suas músicas...
 Reconheci a sua ajuda, suas palavras de carinho,
 seus múltiplos caminhos, que você me fez percorrer, para achar em cada linha um colo: hei, eu me importo com você!
E eu sem poder dizer o teu nome e te agradecer por ter amenizado a minha dor... e aumentado o meu AMOR.
 O resto? Ah, foram tropeços e avessos, coisas normais de todo casal.
Obrigada, meu Linndo!


Glória Müller

domingo, 20 de julho de 2014



Pra mim, cinco anos de muita paixão e muito amor
Agora, um carinho imenso acalma a minha alma
Nunca puder ir ao teu encontro ou você até ao meu
Tudo que foi dito
foi traduzido longe dos beijos teus
Poucos souberam, e muito menos entenderam
Nesse tempo inteiro metade sonho e metade pesadelo
Amor trancado a sete chaves é represa de água parada
Hoje parece que nada aconteceu
O rio não fluiu...
O amor não avançou...
A semente não brotou...
Não deixaram ele acontecer





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Que falta ainda me faz esse amor?



Que falta ainda me faz esse amor?
Eu poderia estar bem quieta, sossegada, distraída,
ou até muito bem com a vida.
Ah, mas que falta ainda me faz esse amor!
Por que não o esqueço de vez?
Não tenho certeza de nada; vivo morrendo na praia;
os castelos são de areia...
Ah!
Que falta ainda me faz esse amor?
Já tentei de tudo um pouco.
Mas o pouco que me sobrou
  ainda ateia uma fogueira.
Ah, não estou de brincadeira.
Que falta ainda me faz esse amor!
Mas um dia não vou mais lembrar.
Ele vai virar poeira.

Glória Müller

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Deixar Acontecer



Quem sabe um dia eu passo aí bem perto
pra ver o seu sorriso ou o seu jeito meio sério
e, se você quiser, deixar o resto acontecer.
Não é promessa, é vontade.
É o meu maior desejo!
Às vezes sinto que já estive muito perto
mas não deixei acontecer.
Você um dia já veio me ver?


domingo, 29 de setembro de 2013

Meu Linndo!




Quando deixo o meu coração livre,
é em você que ele pensa.
E é um pensar tão sereno e gostoso
como as pequenas ondinhas do mar.
Não tenho mais aquela ansiedade
e nem necessidade de uma verdade escancarada.
Meus pensamentos vêm sem pressa,
sem tempo, sem hora ou lugar.
Apenas um sentimento isento de culpa, sem pecado.
Um jeito meu de ter você sem tanta urgência.
Uma nova forma de te amar!


 Glória Müller


sexta-feira, 24 de maio de 2013



Não vou falar pra todo mundo
das minhas tristezas,
das minhas fraquezas,
do quanto me sinto sozinha,
das perdas que tenho sofrido,
da escuridão, da penumbra,
do que me tira a alegria,
do meu sorriso fechado,
dos meus dias sombrios,
do amor que virou história
que não posso contar,
das fotos que ficam melhores
quando olho pra trás,
do tempo que avança deixando mais marcas
que não posso apagar,
do sol que ainda brilha pra outros casais,
da lua bonita que não posso alcançar,
da minha desesperança, de tantos detalhes...

Ah, não vou falar mais nada!
Não vou falar mais desse inverno antecipado
que me faz sentir ainda mais triste.

terça-feira, 14 de maio de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A nossa lua, meu amor!





Onde está a nossa lua 
Que me desperta tantos desejos
Que me faz arder por seus beijos
Que me deixa tonta
Que me tira do sério
Que não me deixa esquecer
Que o meu maior desejo
Ainda é você

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Saudades







Saudades

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!


Florbela Espanca

segunda-feira, 25 de junho de 2012




Meu Amor se entregou ao esquecimento
Não quer mais meus beijos
Meus desejos
Agora ele só quer esquecer
Esqueça tudo meu Linndo
Menos de mim

sábado, 23 de junho de 2012

Custava confiar em mim?




O que faltou:
namoro na praia;
rostinho colado;
beijo de língua;
abraço apertado;
ficar toda nua;
banho de lua;
tango dançado;
pele com pele;
desejos realizados.


O que não podia ter faltado
foi não ter sinceridade!

E o que faltou
vai continuar faltando.

Glória Müller

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Quando Anoitece



 Risco os meus passos na noite sem lua. 
Noite sem sombras, silhuetas abstratas... 
 Janelas e portas trancadas, alta madrugada. 
 Não escrevo mais versos sem te olhar com os meus olhos. 
 Acho que adoeci no acaso desse amor. 
 Você é capaz de me entender? 
Não te peço amor, apenas compreensão. 
 Espero a claridade da manhã, 
mais um dia para tentar te esquecer. 
Ainda não posso arrancar do meu peito essa saudade... 
 quando anoitece.

Entre o luar e o arvoredo ( Fernando Pessoa )




Entre o luar e o arvoredo, 
Entre o desejo e não pensar 
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar. 
Tudo é longínquo, tudo é enredo. 
Tudo é não ter nem encontrar.
Entre o que a brisa traz e a hora, 
Entre o que foi e o que a alma faz, 
Meu ser oculto já não chora 
Entre a hora e o que a brisa traz. 
Tudo não foi, tudo se ignora. 
Tudo em silêncio se desfaz.



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um Abraço Mais Que Amigo




Quando o Amor vai embora
as noites ficam vazias,
os dias ficam mais longos
e a saudade abraça as lembranças
de um jeito meio sem graça,
meio criança.

O mundo é grande demais
quando se sente saudade
e infinitamente pequeno
quando se perde a esperança.

Inquietante achar palavras
quando estas ficam inseguras.
O coração, então, fica aflito,
não espera mais nada.
Ele amou pela última vez!

Ah,... mas se, pelo menos,
não sobrar um carinho
 ou uma doce amizade
ou um abraço ainda cheio de vontade,
é porque então
não foi amor de verdade.




Glória Müller

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Foi Você


Sei que agora não faz mais sentido
Pois as noites já não são mais iguais
E que tudo já está ficando quase esquecido.
Mas, mesmo assim, 
o meu melhor amor do mundo, 
foi Você:

O mais romântico,

O mais bonito,

O mais poético,

O mais... Lindo!