segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Diz-me tu


Diz-me tu como te quero.
Tu.
Que me calaste as palavras
Num beijo tão longo
Que foste a minha boca
Que foste respirar
Que foste a minha voz.
Diz-me tu como te desejo.
Tu.
Que me ardeste no corpo
Num abraço tão apertado
Que me tornaste e me deste
Um desejo maior
O desejo de nós.
Diz-me tu como te amo.
Tu.
Que me tomaste as palavras
Que me tornaste desejo
E a quem em silêncio chamo
E a quem ardendo amo.
Diz-me tu, meu amor.
Diz-me tu de nós.



Encandescente, Colecção Polvo, 2005, p.57/58

sábado, 13 de setembro de 2014



O meu silêncio é interminável
 Mas é lá que eu encontro a segurança
 e a liberdade de sonhar com o impossível
Um sonho grande
Um sonho Linndo
É lá que eu faço os meus planos
Resgato os meus sentimentos sem medo
Não preciso esconder os meus segredos
Posso ser eu mesma
sem nenhum pudor
Não me sinto presa
Não preciso esquecer
 quem eu quero
O meu silêncio é libertador